Atualizado em 10/10/2026.

Caiu em um golpe pelo Pix, teve a conta invadida ou viu transferências que não reconhece? O primeiro passo é agir rápido: quanto antes o banco for avisado, maiores as chances de bloquear e recuperar o dinheiro. Veja o que fazer nas primeiras horas, como funciona o mecanismo de devolução do Pix e quando o banco pode ser responsabilizado.

Pessoa preocupada olhando o celular

O que fazer imediatamente

  1. Avise o seu banco pelos canais oficiais (aplicativo, central, agência) e peça a contestação da transação pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix;
  2. Anote o protocolo, data e horário de cada contato;
  3. Registre boletim de ocorrência, que pode ser feito pela internet em muitos estados;
  4. Troque senhas e, se o celular foi roubado ou invadido, bloqueie o aparelho e o chip;
  5. Guarde provas: prints das conversas, comprovantes, número da chave Pix do golpista, links recebidos.
Pagamento pelo celular

Como funciona o MED

O Mecanismo Especial de Devolução foi criado pelo Banco Central para casos de fraude e de falha operacional no Pix. Ao receber a contestação, a instituição do recebedor pode bloquear os recursos ainda disponíveis na conta do golpista e, se confirmada a fraude, devolvê-los. A devolução depende de haver saldo na conta de destino — por isso a rapidez é decisiva.

As regras e os prazos do MED são definidos e atualizados pelo Banco Central. Consulte o site do BC ou o seu banco para os prazos em vigor.

O banco tem responsabilidade?

Os bancos se submetem ao Código de Defesa do Consumidor e respondem, independentemente de culpa, por defeitos na prestação do serviço (art. 14 do CDC). O Superior Tribunal de Justiça tem súmula no sentido de que as instituições financeiras respondem objetivamente por danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias (Súmula 479).

SituaçãoTendência de análise
Transações fora do perfil do cliente, sem bloqueio pelo bancoPode indicar falha de segurança do banco
Conta invadida por falha no sistema do bancoFortuito interno: responsabilidade do banco
Cliente que entregou senha ou fez a transferência por engano induzidoAnálise caso a caso; a culpa exclusiva da vítima pode afastar a responsabilidade
Banco que demorou a agir após o avisoPode gerar responsabilidade pela demora
Mensagem suspeita no celular

Se o banco negar a devolução

  1. Registre reclamação na ouvidoria do banco e no consumidor.gov.br;
  2. Registre reclamação no Banco Central (canal de reclamações do BC);
  3. Procure o Procon;
  4. Avalie a via judicial, inclusive o Juizado Especial Cível para causas de menor valor.
Alerta de golpe no smartphone

Golpes mais comuns

Bancos não pedem senhas, códigos de segurança ou transferências para “proteger” a sua conta.

Perguntas frequentes

Fiz o Pix por engano para a pessoa errada. É golpe?

Erro do próprio cliente não é fraude. Nesse caso, tente contato com o recebedor pelo banco; quem recebe valor indevido tem o dever de restituir (art. 876 do Código Civil).

Posso processar o banco que recebeu o dinheiro do golpista?

Em alguns casos discute-se a responsabilidade da instituição que abriu ou manteve a conta usada no golpe. Depende das provas e do caso concreto.

Fontes

Informações conferidas nas fontes em 10/10/2026.

Conteúdo informativo e geral. Não substitui a orientação de um advogado sobre o seu caso. Leis e decisões dos tribunais mudam: confira sempre a situação atual.